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Barulho em balneário atrapalha diversão
Por O Liberal   
17-Jul-2009
Enquanto muita gente procura as praias no verão para descansar e relaxar, outras querem 'agitar' o local com muita música no volume máximo do som do carro. O problema ocorre quando esses veranistas precisam dividir o mesmo espaço. Aí, o que era para ser um programa divertido vira um estresse. Nos balneários mais frequentados do Pará, são tantos os ritmos diferentes ouvidos ao mesmo tempo que fica difícil distinguir a música tocada nos inúmeros carros que exibem seus potentes equipamentos sonoros.

Em consequência da intensa poluição sonora, muita gente começa a mudar o roteiro das férias, em busca de destinos mais tranquilos. É o caso do psicólogo e empresário Altiere Lima, que há três anos não vai mais para Salinópolis em julho. 'Quem frequenta uma praia procura descanso, mas em alguns lugares, como Salinas, o barulho é tão grande que não dá para aproveitar. Hoje em dia, deixei de frequentar alguns lugares nas altas temporadas por conta disso', diz.

Ao invés de ir para Algodoal, por exemplo, ele diz que prefere a praia de Fortalezinha. 'É mais rústico, possibilita um maior contato com a natureza. Para mim, este é o verdadeiro significado das férias', define, sugerindo que deveria haver uma fiscalização mais intensa do volume do som dos carros na praia. 'O ideal seria que as pessoas respeitassem o espaço alheio, mas, enquanto não podemos contar com o bom senso alheio, deveria existir uma fiscalização mais efetiva', afirma.

Outra alternativa apresentada pelo psicólogo é a separação de espaços específicos para pessoas que desejam ouvir música alta. 'Como muita gente gosta de abrir o porta malas e aumentar o volume, essas pessoas deveriam se reunir em um outro local. A imposição de seus gostos musicais em áreas frequentadas por crianças e idosos, porém, é falta de respeito', opina.


SANÇÕES

O coordenador de Operação do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Valter Aragão, explica que, dependendo da intensidade do som, o indivíduo pode sofrer não só as punições previstas no Código de Trânsito, mas também sanções de aspecto criminal. 'Se a pessoa causar grande transtorno, pode ser presa por crime ambiental e por perturbação do sossego público', afirma. Ele enfatiza que mesmo que a pessoa não tenha um aparelho de medir os decibéis do som de seu carro, o importante é ter bom senso.

"Basta respeitar a pessoa que está ao seu lado. O seu direito acaba no momento que começa o direito do próximo", declara, ressaltando que, antes de alterar qualquer característica do carro, é importante consultar o Detran. "Semana retrasada, um cidadão comprou um reboque e estava puxando um trio elétrico sem autorização. Depois que apreendemos e multamos este carro, que alterou sua característica de reboque para equipamento de entretenimento, muitas pessoas ficaram preocupadas e procuraram o Detran", contou. A apreensão aconteceu em Salinas. Antes de fazer qualquer mudança, seja na cor, na adaptação do banco ou na quantidade de cintos, é importante que o usuário se informe no Detran, diz o coordenador.
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