| Rota do veraneio começa a esquentar |
| Por O Liberal | ||||||
| 28-Jun-2009 | ||||||
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De carro, ônibus ou navio, o que todos querem é viajar nas férias. No Pará, o número de pessoas que procura o interior do Estado em julho chega a aumentar em até 50%, principalmente nos balneários. Isso porque a época é marcada por muito sol e festas, o que atrai cada vez mais turistas. Mas, para que a viagem não se transforme em dor de cabeça, é importante que os motoristas e passageiros lembrem da segurança nas estradas e rios. Para quem viaja de ônibus, a preocupação é redobrada nas estradas, em especial pela precariedade das pistas. Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Ônibus Intermunicipais e Interestaduais (Sintratur), Antônio Flávio Ferreira, a palavra de ordem do verão é atenção. 'Como o Governo ainda não resolveu o problema das estradas, o jeito é ficar atento para desviar dos buracos e não ter problemas durante a viagem', disse. Os tão temidos engarrafamentos deste período podem ser evitados, de acordo com Antônio Flávio, com a utilização de desvios, como o da Arterial 18 - em Ananindeua. Os passageiros também devem se preocupar com as condições do ônibus e, principalmente, se ele está bem equipado para possíveis acidentes ou problemas durante o percurso, como o extintor de incêndio, que deve estar dentro do prazo de validade. Os destinos mais procurados são Salinas, Mosqueiro e Bragança. Mas o que mais agradou os veranistas nas férias deste ano foi que não houve aumento no preço da passagem. Segundo o cabeleireiro Pedro Ferreira, esse foi o motivo que o fez viajar de ônibus para Salinas este ano. Ele, que já estava de malas prontas na sexta-feira, no Terminal Rodoviário de Belém, disse que só volta depois do dia 15 de julho à capital paraense. 'Eu sempre ia de carro, mas compensa muito mais ir de ônibus. Dá para economizar bastante. Só não dá para deixar de viajar', informou. O Terminal Rodoviário de Belém, além de ser ponto de partida de ônibus intermunicipais, se tranformou também em uma forma de os taxistas lucrarem com viagens para o interior do Estado. Nas férias de julho, destinos como Salinas, Vigia e Bragança são os mais concorridos. A passagem é um pouco mais cara que a de ônibus, mas, segundo os taxistas, o valor compensa por causa do conforto. O problema é que os motoristas de táxi trabalham somente no esquema de lotação - são necessários quatro passageiros para que o veículo possa partir. Portanto, é preciso paciência para esperar o carro encher. 'A diferença é que nós deixamos os passageiros no hotel ou residência que vão ficar na cidade, enquanto de ônibus, a pessoa precisa pegar outro transporte quando chega no seu destino', explicou o taxista Amarildo Maia. Passagens de Bragança e Salinas, que custam R$ 21,50 em uma das empresas que atuam em Belém, saem por R$ 30 de táxi. Já a de Vigia, que seria - em média - R$ 9, sai por R$ 12. 'O movimento ainda não está muito bom, mas, em breve, vamos lucrar bastante com as viagens'. A comerciante Vanessa Araújo, que sempre costuma viajar de táxi para Salinas, disse que essa foi a melhor alternativa que encontrou para evitar a demora e o desconforto dos ônibus intermunicipais. Mas ela lembra que é importante que as pessoas se preocupem com as condições do carro. É necessário verificar se os pneus estão carecas, se têm step e se o taxista pertence a alguma cooperativa ou associação, por medida de segurança. Durante as férias, a Capitania dos Portos vai manter em vigor a operação Chance para Todos, que tem como objetivo uma maior fiscalização das embarcações, com a verificação de número de pessoas e equipamentos necessários para uma viagem segura. Quatrocentos homens vão trabalhar diariamente em lanchas e navios para garantir a eficácia da operação. 'Eles também vão atuar em terra para fiscalizar os portos com maior movimentação, como Icoaraci e Marajó. Temos que ser implacáveis e rigorosos', disse o capitão dos portos da Amazônia Oriental, o comandante Roberto Bueno. O mês de julho tem um histórico de transporte de passageiros muito acima do normal, que chega a aumentar 30% durante a semana e, nos finais de semana, alcança até 50%. É importante que a população tome conhecimento, por meio de panfletos que a Capitania dos Portos distribui ou até mesmo pela internet, do que uma embarcação deve ter para navegar com segurança.
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